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Uma das plantas mais controversas da actualidade, o Eucalipto é natural da Tasmânia, sendo cultivado por todo o mundo.

Em Portugal existe por todo o país, especialmente na faixa litoral.

Eucalipto
Ilustração por Franz Eugen Köhler.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Myrtales
Família: Myrtaceae
Género: Eucalyptus

O Eucalipto (Eucalyptus globulus Labill.), é uma árvore com 25 a 35m de altura, de tronco direito, casca lisa acinzentada e lenho avermelhado. As folhas das árvores jovens (e dos rebentos) são opostas, sésseis, claras e cerosas. Nas árvores adultas, as folhas são alternas, falciformes, pecioladas, planas e brilhantes. Ler artigo completo

A Petasite é uma planta da Europa e Ásia que habita em lugares sombrios, junto a regatos, pântanos ou no lodo das valas.

Petasite
Ilustração de Johann Georg Sturm (Colorida por Jacob Sturm).

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Petasites

A Petasite (Petasites hybridus (L.) Gaertn.), é uma planta vivaz com 20 a 50cm de altura, caule oco com escamas ruivas. As folhas são verde-acinzentadas, com a forma de um enorme coração invertido com um pecíolo longo em forma de goteira.

As flores são cor-de-rosa-violáceas, tubulosas, dispostas em capítulos agrupados em tirsos terminais. Os frutos são aquénios encimados por um papilho sedoso.

O seu nome deve-se às suas enormes folhas e vem da palavra grega petasos que era o nome de um grande chapéu.

Usos medicinais e princípios activos:

Rica em tanino, inulina, resina e mucilagem, é adstringente, diurética, emenagoga, expectorante, sudorífica e vulnerária.

É utilizada externamente em feridas e problemas de pele.

Internamente usa-se para a tosse.

Popularmente é usada para o tratamento da gaguez.

Usos culinários:

Não tem.

O Castanheiro-da-Índia é uma árvore Europeia (e não indiana, como o seu nome poderia fazer pensar) cultivada como ornamental e parques urbanos e avenidas.

Castanheiro-da-Índia
Ilustração pelo Prof. Dr. Otto Wilhelm Thomé.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Sapindales
Família: Hippocastanaceae
Género: Aesculus

O Castanheiro-da-Índia (Aesculus hippocastanum Mill.), é uma árvore com 10 a 30m de altura, de copa regular, tronco curto e retorcido com ramos horizontais. As folhas são opostas, pecioladas, palmadas com 5 a 7 folíolos.

As flores são brancas, com manchas amarelas e vermelhas, reunidas cachos compostos. Os frutos são cápsulas espinhosas com 3 valvas, onde se encontram 2 ou 3 castanhas.

O nome da espécie, hippocastanum, significa castanha-de-cavalo porque os Turcos davam a comer as suas castanhas aos cavalos.

Apesar do nome e do tipo de fruto não é parente do Castanheiro comum.

Usos medicinais e princípios activos:

Rico em tanino, saponósidos, flavonóides e heterósidos cumarínicos, é adstringente, anti-hemorrágico, anti-inflamatório e vasoconstritor.

É utilizado em casos de varizes, hemorróidas, frieiras e problemas de circulação.

Não deve ser usado em doses elevadas.

Usos culinários:

Embora rico em amido, não é comestível devido ao seu sabor extremamente amargo

O Amieiro-negro é um arbusto europeu que habita em solos ácidos, argilosos e siliciosos.

Em Portugal encontra-se nas margens dos rios, locais húmidos e sebes.

Amieiro-negro
Ilustração pelo Prof. Dr. Otto Wilhelm Thomé.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Rosales
Família: Rhamnaceae
Género: Frangula

O Amieiro-negro (Frangula alnus Mill.), também conhecido por Sanguinho-de-água, Sanguinheiro ou Zangarinho, é um arbusto com 1 a 4m de altiura, de tronco erecto com ramos horizontais flexíveis, alternos, não espinhosos de cor castanho-avermelhada, quando jovem e cinzenta-escura com estrias brancas na maturidade. As folhas são caducas, alternas, inteiras, membranosas com 8 a 12 pares de nervuras salientes.

As flores são esverdeadas, reunidas de 2 a 10 em cimeiras frouxas. Os frutos são drupas do tamanho de ervilhas que passam da cor verde à vermelha e finalmente se tornam pretas.

O seu nome genérico, frangula vem do latim frangere, que significa partir, em alusão aos seus ramos frágeis.

Usos medicinais e princípios activos:

Rico em tanino, heterósidos, antracénicos, mucilagem e goma, é cicatrizante, colagogo, laxativo e purgante.

Deve utilizar-se apenas a segunda casca, seca durante um ano e reduzida a pó. Qualquer outra parte da planta é tóxica.

É utilizado em casos de obstipação, obesidade e problemas de vesícula.

Usos culinários:

Não tem

A Abóbora é nativa do continente americano, mas é cultivada em praticamente todo o mundo.

Abóbora-menina
Cucurbita maxima. Ilustração por Francisco Manuel Blanco

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Cucurbitales
Família: Cucurbitaceae
Género: Cucurbita

Chama-se Abóbora a qualquer espécie do género Cucurbita e à espécie única do género Abobra. Em portugal, as mais comuns são a C. pepo (onde se inclui a Courgette) e a C. maxima (a Abóbora-gigante ou Abóbora-menina). São, normalmente plantas de cultivo anual, trepadeiras, que se estendem cobrindo o chão. As folhas são alternas, palmares, por vezes vilosas, de cor verde com ou sem manchas brancas.

As flores são amarelo-alaranjadas, divididas em masculinas e femininas, tendo estas um ovário inferior que dá origem à abóbora. Os frutos são bagas modificadas (por vezes referidas como pepo), podendo ter diversas cores e formas.

Popularmente estão associadas às celebrações outonais. Destas, a mais divulgada actualmente é a celebração norte-americana do Halloween.

Usos medicinais e princípios activos:

Rica em vitaminas e minerais, é emoliente, laxativa e vermífuga.

Pode ser utilizada em casos de obstipação, cistite e reumatismo.

As sementes (e o seu óleo) são úteis como ajudantes na eliminação de ténias e outros parasitas. São também úteis na prevenção de doenças da próstata.

Usos culinários:

A sua utilização mais divulgada é em compotas.

Utiliza-se em sopas e guisados.

Pode também ser consumida crua.

Nalgumas regiões fazem-se papas doces com abóbora e farinha de milho que podem servir de refeição ou como sobremesa.

As sementes (pevides) comem-se torradas.

A Antenária é uma planta europeia que habita em urzais, prados secos e lugares arenosos e pedregosos de solo ácido.

Existente em quase toda a Europa, é extremamente rara em Portugal.

Antenária
Ilustração de Johann Georg Sturm (Colorida por Jacob Sturm).

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Antennaria

A Antenária (Antennaria dioica L.), ou Pé-de-gato, é uma planta vivaz com 5 a 20cm de altura de caule floral simples, erecto e folhoso. As folhas basais, dispõe-se em numerosas rosetas e são espatuladas, verdes-esbranquiçadas na página superior e acizentadas na inferior. As caulinares são lanceoladas.

As flores são dióicas dispostas em capítulos, sendo as masculinas brancas e obovadas enquanto as femininas são cor-de-rosa e lanceoladas. Os frutos são aquénios glabros, lisos com um papilho sedoso. Possui toiças estolhosas que forma extensos tapetes.

O nome Antenária refere-se ao formato das flores masculinas que faz lembrar as antenas dos insectos.

Quanto ao nome Pé-de-gato refere-se aos capítulos florais a lembrar as almofadas fofas dos pés dos felinos.

Usos medicinais e princípios activos:

Rica em tanino, resina, mucilagem e nitrato de potássio, é anti-séptica, béquica, colagoga, emolioente, expectotante, febrífuga e vulnerária.

Os capítulos femininos secos utilizam-se para acalmar a febre, tosse e bronquites.

Externamente, utiliza-se em feridas.

Usos culinários:

Não tem.

A Aveleira é um arbusto (ou pequena árvore) Europeia que habita em sebes, matas, bosques, jardins e parques.

Em Portugal encontra-se especialmente na zona Norte.

Aveleira
Ilustração de Johann Georg Sturm (Colorida por Jacob Sturm).

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fagales
Família: Betulaceae
Género: Corylus

A Aveleira (Corylus avellana L.), ou Avelaneira, é um abursto com 3 a 8m de altura com rebentos revestidos de pêlos glandulosos. As folhas são moles, ovais pontiagudas, serradas e alternas.

Possui amentilhos masculinos alongados e pendentes, de cor amarelo-dourado e femininos quase invisíveis com estiletes vermelhos. Os frutos, secos, são indeiscentes encerrados num invólucro com cúpula foliácea.

Corylus vem do grego coryx que significa elmo, em referência ao invólucro do fruto, que se assemelha a esta peça de armadura.

Uma das árvores sagradas dos druidas, é também apreciada pelas bruxas.

Usos medicinais e princípios activos:

Rica em tanino, flavonóides e óleos, é adstringente, anti-hemorrágica, anti-sudorífica, hipotensora (as sementes), depurativa, febrífuga e vasoconstritora.

A infusão das cascas utiliza-se para ajudar a estancar hemorragias. Externamente utiliza-se para lavar feridas e chagas.

A infusão das folhas utiliza-se como depurativo do sangue.

As avelãs são recomendadas para casos de hipertensão.

Usos culinários:

As sementes (as avelãs) são consumidas ao natural e em diversos preparados de doçaria e confeitaria, habitualmente em conjunto com o chocolate.

A Pervinca é uma planta nativa da Europa Central e Meridional que habita em sebes, margens de rios e campos argilosos ou calcários.

Em Portugal encontra-se especialmente nas zonas de Bragança, Buçaco e Fundão.

É também cultivada como planta ornamental.

Pervinca
Ilustração por Edward Step.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Gentianales
Família: Apocyanaceae
Género: Vinca

A Pervinca (Vinca minor L.), também conhecida por Congossa, é uma planta vivaz com 15 a 20cm de altura e com um caule prostrado e radicante com 1 a 3m de comprimento. As folhas são opostas, elípticas, brilhantes e persistentes.

As flores são azul-violáceas, solitárias e pedunculadas, surgindo na axila das folhas. Os frutos, raros, são folículos duplos com várias sementes.

Apreciada pelos feiticeiros e pelos poetas, era componente obrigatório dos filtros de amor durante a Idade Média.

Usos medicinais e princípios activos:

Rica em glúcidos, sais minerais, ácidos orgânicos, Vitamina C, pectina, tanino, flavonóides e alcalóides (dos quais se destaca a vincamina), é adstringente, antidiabética, antilactagoga, hipotensora, vasodilatadora e vulnerária.

É utilizada como para melhorar a circulação sanguínea. para a hipertensão e para o tratamento de problemas cardiovasculares.

A vincamina é nootrópica, por isso é utilizada em fármacos estimulantes da actividade cerebral.

Algumas variedades exóticas têm também utilidade como auxiliar na luta contra certos tipos de cancro.

Usos culinários:

Não tem.

A Alface é uma planta cultivada, pelo que habita nas hortas.
A Alface-brava é vulgar nos baldios das regiões temperadas da Europa e da Ásia.

Alface
Ilustração por J. C. Krauss.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Asterales
Família: Aseraceae
Género: Lactuca

A Alface (Lactuca sativa L.), é uma planta anual com 15 a 30cm de altura e de diâmetro com um caule curto e cilíndrico com as folhas dispostas à sua volta. No caso da Alface-brava (Lactuca serriola L.), as folhas são rígidas e espinhosas na nervura central.

As flores são amarelas, dispostas em capítulos reunidos em corimbos. Os frutos são aquénios com papilho, do tipo Cipsela.

O nome Lactuca refere-se ao seu látex que tem uma aparência semelhante ao leite. Daí deriva o nome Leituga, inicialmente utilizado para a Alface-brava, mas rapidamente usado para outras Asteraceae como o Dente-de-lẽao.

Usos medicinais e princípios activos:

Tendo a água como 95% da sua composição, é, no entanto, rica em beta-caroteno, vitaminas, minerais e oligoelementos. É analgésica, antiespasmódica, hipnótica e sedativo.

É utilizada como calmante, sendo indicada como alimento para quem sofre de insónias.

Externamente é usada em cataplasmas para suavizar a pele, sendo útil em casos de acne.

Usos culinários:

Rainha das saladas, chega a usar-se a palavra salada em referência apenas à alface sem qualquer acompanhamento.
Cozida pode ser usada em sopas e purés.
Na China é, também, salteada no wok.
Devido ao seu baixo teor nutritivo é excelente como base para refeições ligeiras e de fácil digestão e as suas propriedades calmantes, tornam-na ideal para as refeições da noite.

Na descrição de cada planta abordada nestas notas surgem alguns termos botânicos que são, certamente, desconhecidos para alguns dos nosso leitores. Assim, aqui fica um pequeno glossário de alguns desses termos.

Amentilho: Inflorescência em forma de espiga, geralmente pendente e formada por flores unisexuadas.

Aquénio: Fruto seco que não se abre espontâneamente e com uma só semente.

Bráctea: Folha, geralmente atrofiada, situada na base de uma flor.

Cápsula: Fruto seco deiscente formado por um certo número de cavidades interiores que se abrem para libertar as sementes. Ler artigo completo