Saltar para o conteúdo

A Bistorta é uma planta vivaz que habita em valas, pântanos, ao longo dos rios e nos prados de montanha.

Em Portugal encontra-se na região de Montalegre.

Bistorta
Ilustração de Johann Georg Sturm (Colorida por Jacob Sturm).

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Caryophyllales
Família: Polygonaceae
Género: Polygonum

A Bistorta (Polygonum bistorta L.) é uma planta com 3cm a 1m de altura de caule simples, erecto, cilíndrico, e estriado. As folhas basais são grandes, oblongas ou lanceoladas. As folhas superiores são sésseis e invaginantes. Ler artigo completo

O Hissopo é uma planta vivaz que habita em solos calcários e paredes expostas ao sol.

Em Portugal encontra-se apenas cultivado.

Hissopo
Ilustração de Otto Wilhelm Thomé.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Lamiales
Família: Lamiaceae
Género: Hyssopus

O Hissopo (Hyssopus officinalis L.) é uma planta com 20 a 60cm de altura de caule ascendente e ramificado. As folhas basais pequenas, inteiras e com nervura saliente.

As flores são azuis ou violeta escura, dispostas em espiga unilateral folhosa. O fruto é um tetraquénio contendo uma semente. Ler artigo completo

A Arnica é uma planta vivaz que habita nos solos ácidos das montanhas, em prados e paúis. Em Portugal trata-se de uma espécie protegida, pelo que não deve ser colhida.

 

Arnica
Ilustração de Johann Georg Sturm (Colorida por Jacob Sturm).

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Arnica

A Arnica (Arnica montana L.), Tabaco-dos-saboianos ou Panaceia-das-quedas é uma planta com 20 a 60cm de altura de caule floral erecto, simples, pubescente e glanduloso. As folhas basais são ovais, dispostas em roseta, enquanto as caulinares são mais pequenas e lanceoladas.
As flores são amarelas (alaranjadas), em capítulos grandes e isolados com 15 a 20 flores liguladas (popularmente chamadas pétalas) e as centrais tubulosas (popularmente, o olho). O fruto é um aquénio papiloso.
O seu nome latino significa “pele de cordeiro das montanhas”, uma referência à sua suavidade e ao seu habitat. Os outros nomes comuns derivam do seu uso medicinal e do facto de os pastores a fumarem em substituição do tabaco. Ler artigo completo

O Amor-de-hortelão é uma planta anual que cresce em sebes, moitas e nas orlas dos bosques. Em Portugal existe em praticamente todo o território.

Amor-de-hortelão
Ilustração de Otto Wilhelm Thomé.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Gentianales
Família: Rubiaceae
Género: Galium

O Amor-de-hortelão (Galium aparine L.), é uma planta com 20cm a 1,5m de altura de caule delgado, quadrangular, viloso nos nós e ramoso a partir da base. As folhas são compridas, agrupadas em verticilos, lineares, com pelos gancheados na face superior e no bordo.

As flores são brancas e pequenas. O fruto é tuberculoso, com pelos.

O seu nome comum e o nome da espécie , aparine (aquele que se agarra), provêm da facilidade com que se agarra ao vestuário de quem por ele passa.

Usos medicinais e princípios activos:

Rico em heterósidos é anti-inflamatório, aperitivo, cicatrizante, diurético, sudorífico e vulnerário.

Utilizada em compressas e cataplasmas na cicatrização de feridas.

Internamente é usado para o tratamento de hidropesia e reumatismo.

Usos culinários:

Comestível antes de aparecerem os frutos, pode ser cozinhado como vegetal de folhas.

O Amor-de-hortelão é da família do Café e os seus frutos, torrados e moídos, podem ser usados como sucedâneo deste. A raiz moída também pode substituir a Chicória.

O Escórdio é uma planta vivaz que habita em valas, prados húmidos e terrenos pantanosos, encontrando-se, por vezes, completamente submersa na água.

Nativo da Europa, em Portugal cresce nos locais húmidos do Continente até 1000m.

Escórdio
Ilustração por Vicente Martin de Argenta.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Lamiales
Família: Lamiaceae
Género: Teucrium

O Escórdio (Teucrium scordium L.), ou Camédrios-da-água, é uma planta com 10 a 20cm de altura de caule verde matizado de violeta, vilos, acetinado e muito ramoso. As folhas são verde-acinzentadas, macias, vilosas, oblongas e serradas.
As flores são púrpura ou violáceas, solitárias ou agrupadas na axila das folhas, de cálice viloso, giboso e com 5 dentes. O fruto é castanho e reticulado.

O nome scordium vem do grego e significa “alho” devido ao intenso cheiro aliáceo das folhas, quando são esmagadas entre os dedos.

Usada em tinturaria para tingir as lãs de verde.

Usos medicinais e princípios activos:

Rica em colina, tanino e essência é febrífugo, tónico e vulnerário.

É usado nas úlceras cutâneas.

Devem usar-se as folhas e sumidades floridas frescas enquanto conservam o seu odor característico.

Usos culinários:

Não tem.

O Licopódio é uma planta criptogâmica, ou seja, não tem flores e reproduz-se por esporos.

Encontramo-lo nos bosques de solo silicioso da Europa Central. Em Portugal apenas cresce na Serra da Estrela.

Licopódio
Ilustração por Otto Wilhelm Thomé.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Lycopodiophyta
Classe: Lycopodiopsida
Ordem: Lycopodiales
Família: Lycopodiaceae
Género: Lycopodium

O Licopódio (Lycopodium clavatum L.), ou Enxofre-vegetal, é uma planta rasteira com até 1 m de comprimento de caule ramoso, radicante, com ramos ascendentes e espaçados. As folhas são assoveladas, comprimidas e pequenas, terminando num longo pelo.

Os ramos são férteis, folhosos e erectos, terminando em 1 a 3 espigas de brácteas que contêm os esporângios amarelo-claros. A raiz é vigorosa e bifurcada.

O nome Lycopodium vem do grego e significa “pata de lobo” devido ao formato dos ramos jovens, enquanto clavatum vem do latim e significa “moca” numa alusão ao formato dos esporângios.

O pó dos esporos é extremamente inflamável, explodindo num clarão vivo. Por esse motivo, é utilizado em fogos de artifício coloridos.

Usos medicinais e princípios activos:

Rica em celulose, prótidos, glúcidos, lípidos e sais minerais, é emoliente.

O pó dos esporos seco e peneirado é usado tradicionalmente no tratamento de eritemas e dermatites causadas pela humidade.

O resto da planta contém alcaloides e não deve ser utilizado.

Usos culinários:

Não tem

A Vulnerária é uma planta bienal (por vezes vivaz) que se encontra em relvados secos, taludes, rochedos e solos calcários.

Em Portugal cresce em matos, pinhais e locais áridos do Norte e Centro

Vulnerária
Ilustração por Otto Wilhelm Thomé.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoiopsida
Ordem: Fabales
Família: Fabaceae
Género: Anthyllis

A Vulnerária (Anthyllis vulneraria L.) é uma planta herbácea com 5 a 40cm de altura de caules prostrados ou ascendentes formando moitas. As folhas formam uma roseta basilar; As inferiores têm um só folíolo; As outras são compostas por 3 a 6 pares de folíolos, sendo a terminal maior.

As flores são amarelas, na extremidade de um caule floral erecto, com inflorescências globosas. O cálice é muito viloso com 2 lábios.

O nome Anthyllis vem do grego e significa flor penugenta.

Em Portugal existem várias subspécies, entre as quais a Anthyllis vulneraria subsp. lusitanica que é endémica.

Usos medicinais e princípios activos:

Rica em tanino, saponósidos e flavonóides, é adstringente, depurativa e, naturalmente, vulnerária.

Usada tradicionalmente como cicatrizante de feridas e queimaduras ligeiras.
É, ainda, usada no alívio de contusões.

Usos culinários:

Não tem

A Pimpinela é uma planta vivaz que se encontra em prados, solos incultos e áridos.

Em Portugal é frequente em quase todo o país.

Pimpinela
Ilustração por Otto Wilhelm Thomé.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoiopsida
Ordem: Rosales
Família: Rosaceae
Género: Sanguisorba

A Pimpinela (Sanguisorba minor L.) é uma planta herbácea com 20 a 70cm de altura de caule anguloso, erecto (por vezes é prostrado) e avermelhado. As folhas são verde-claras, compostas com 9 a 25 folíolos ovais e serradas.

As flores são esverdeadas, sem corola, ovóides e terminais. O fruto é indeiscente, com superície enrugada. A raiz forma uma toiça sublenhosa.

Usos medicinais e princípios activos:

Rica em tanino, óleo essencial e vitamina C, é adstringente, carminativa, digestiva, diurética, hemostática e vulnerária.

Usada tradicionalmente para tratamento das diarreias.
A infusão das raízes é usada, em gargarejos para alívio das irritações da garganta, estomatites ou faringites.

É também usada na prevenção e tratamento de gripes e constipações.

Externamente pode ser aplicada sobre as feridas, como coadjuvante da cicatrização ou, em emplastros, sobre dermatites, psoríase ou outras lesões cutâneas.

Usos culinários:

As folhas jovens utilizam-se em saladas, pois o seu sabor faz lembrar pepino salgado.
Pode ser usada como substituto das folhas de Menta em algumas receitas (dependendo do efeito desejado, pois o sabor é diferente).
É um dos ingredientes do Molho Verde de Frankfurt.
Os romanos usavam-na como condimento.

Galega
Ilustração pelo Prof. Dr. Otto Wilhelm Thomé.

A Galega é uma planta vivaz nativa do Sudeste da Europa que gosta de solos profundos e húmidos.

Em Portugal é espontânea nas lezíria e locais húmidos do Centro e Sul.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoiopsida
Ordem: Fabalales
Família: Fabaceae
Género: Galega

A Galega (Galega officinalis L.), Caprária ou Falso-anil, é uma planta herbácea com 0,5 a 1m de altura de caule erecto, glabro e oco. As folhas são glabras, com 11 a 19 folíolos e estípula livre e pontiaguda.

As flores são azuladas, dispostas em cachos pedunculados axilares. O fruto é uma vagem muito fina, estriada e glabra.

Usos medicinais e princípios activos:

Rica em derivados flavónicos, alcalóide e Vitamina C, é diurética, galactagoga, hipoglicemiante e sudorífica.

Usa-se durante a amamentação como estimulante da actividade das glândulas mamárias.

É utilizada como coadjuvante no tratamento da diabetes.

Usos culinários:

Não tem.

Alecrim
Ilustração por Amédée Masclef.

“Alecrim, Alecrim aos molhos...”

O Alecrim é um arbusto da Europa medterrânica, espontâneo nas charnecas e pinhais do Centro e Sul de Portugal e cultivado em jardins de todo o país.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoiopsida
Ordem: Lamialales
Família: Lamiaceae
Género: Rosmarinus

O Alecrim(Rosmarinus officinalis L.) é um arbusto perene com 0,5 a 1,5m de altura de caules lenhosos. As folhas são séeseis, persistentes, estreitas com bordos enrolados.

As flores são azuis-claras ou esbranquiçadas (embora existam variedades com outras cores), dispostas em pequenos cachos axilares com 2 lábios de tamanhos diferentes. O fruto é um aquénio.

Planta melífera, é, também extremamente decorativa.

Apesar de o seu género ser Rosmarinus e de o seu nome comum em muitas línguas ser derivado desta palavra, não deve ser confundido com o Rosmaninho que, em Portugal, é o nome comum de uma planta do género Lavandula.

Usos medicinais e princípios activos:

Rico em óleo essencial, ácidos orgânicos, heterósidos, saponósidos e colina, o Alecrim é anti-espasmódico, anti-séptico, colagogo, diurético, estimulante, estomáquico, tónico e vulnerário.

Pode ser utilizado externamente para o tratamento de entorses, torcicolos, problemas de pele e queda de cabelo.

Internamente, utiliza-se a infusão como calmante e como diurético, auxiliando o tratamento da celulite, enxaquecas, depressão e problemas de memória.

Devido ao seu efeito sobre o sistema nervoso, podem pendurar-se ramos de alecrim e locais de trabalho e de estudo, visto o seu óleo essencial ter um efeito benéfico sobre a concentração e a memória.

Não deve ser utilizado internamente em quantidades elevadas nem por longos períodos de tempo. É também desaconselhado o seu uso por grávidas.

Usos culinários:

Ingrediente essencial na cozinha mediterrânica, o Alecrim é usado em pratos de carne (especialmente pratos de carneiro), estufados, peixe, arroz e pão. É ainda usado para aromatizar vinagres e azeites.