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A Açucena é uma espécie de Lírio nativa do Médio Oriente.

É cultivada em jardins de todo o mundo.

Açucena
Ilustração por Walter Hood Fitch.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Liliales
Família: Liliaceae
Género: Lilium

A Açucena (Lilium candidum L.), também conhecido por Cajado-de-são-josé ou Lírio-de-nossa-senhora, é uma planta perene com 60cm a 1,5 m de altura, de bolbo branco e talos erectos. As folhas são lineares. As da base distribuem-se em volta do talo e as superiores são erectas e lanceoladas. Ler artigo completo

O Meliloto é uma planta herbácea, que habita em solos calcários, campos, bermas de caminhos, baldios, vinhas e ao longo das vias férreas.

Meliloto
Ilustração por Otto Wilhelm Thomé.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fabales
Família: Fabaceae
Género: Melilotus

O Meliloto (Melilotus officinalis L.), também conhecido por Trrevo-de-cheiro, é uma planta bienal com 50cm a 1m de altura, de caule erecto e muito ramificado. As folhas têm três folíolos serrados, sendo o central pedunculado.

As flores são amarelas, em cachos axilares. O fruto é uma pequena vagem castanho-clara. Ler artigo completo

A Lúcia-lima é um arbusto nativo da América do Sul que foi trazido para a Europa no século XVII pelos portugueses e espanhóis.

Em Portugal encontra-se apenas cultivada.

Lúcia-lima
Ilustração por William Curtis.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Lamiales
Família: Verbenaceae
Género: Aloysia

A Lúcia-lima (Aloysia citrodora Palàu)*, também conhecida por Limonete ou Bela-luísa, é um arbusto perene de folha caduca com 3 a 7m de altura, de caule lenhoso ou sub-lenhoso. As folhas, de cor verde-clara são verticiliadas e lanceoladas com até 7cm.

As flores são brancas ou lilás, dispostas em espigas com até 10cm de comprimento. O fruto é uma drupa.

Da mesma família da Verbena, é, por vezes, confundida com esta.

Usos medicinais e princípios activos:

Rica em óleos essenciais, onde se destaca o citral, flavonóides e ácidos fenólicos, é digestiva, anti-oxidante, anti-inflamatória, espasmolítica, colagoga, antibiótica, carminativa e diurética.

Indicada para problemas digestivos, a infusão de Lúcia-lima é uma das tisanas mais usadas no nosso país.

É, ainda, útil em casos de insónia, hipertensão e inflamações urinárias.

Usos culinários:

A Lúcia-lima é utilizada em pratos de peixe, aves de capoeira, marinadas de vegetais, molhos de salada, compotas, pudins e bebidas, dando-lhes um sabor alimonado.

Pode também ser usada para fazer sorvetes.

*Também pode surgir como Lippia citriodora Kunth ou Aloysia triphylla (L’Hér.) Britton.

A Verbena é uma planta nativa da Europa que habita em entulhos, baldios, taludes e bermas de caminhos.

Em Portugal encontra-se em locais húmidos e sombrios, sebes e caminhos de quase todo o país.

Verbena
Ilustração de Johann Georg Sturm (Colorida por Jacob Sturm).

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Lamiales
Família: Verbenaceae
Género: Verbena

A Verbena (Verbena officinalis L.), também conhecida por Urgebão ou Erva-sagrada, é uma planta vivaz com 35 a 80cm de altura, de caule erecto, fino, quadrangular e canelado. As folhas são opostas e lobadas.

As flores são lilases, dispostas em espigas ao longo dos ramos. O fruto é uma cápsula com 4 sementes.

Planta sagrada para os antigos, era usada para conferir autoridade aos textos dos pactos que com ela eram tocados.

Usos medicinais e princípios activos:

Rica em tanino, mucilagem, saponósido e verbenalósido, é sedante, adstringente, antiespasmódica e febrífuga.

Usada para casos de nervosismo e insónias.

É, ainda, útil em casos de lumbago, nevralgia e reumatismo.

Usos culinários:

Não tem.

O Cardo-mariano é uma planta nativa da Europa que habita em solos secos e rochosos.

Em Portugal encontra-se em terrenos cultivados ou incultos, sebes, entulhos e na beira dos caminhos em todo o país.

Cardo-mariano
Ilustração por Otto Wilhelm Thomé.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Silybum

O Cardo-mariano (Silybum marianum (L.) Gaertn.), também conhecido por Cardo-de-santa-maria ou Cardo-leiteiro, é uma planta bienal com 30cm a 1,5m de altura, de caule erecto e robusto. As folhas são grandes e brilhantes, de cor verde com manchas brancas ao longo das nervuras com espinhos nas margens.

As flores são de cor púrpura, tubulosas, dispostas em capítulos com brácteas coriáceas terminadas em espinho. O fruto é um aquénio preto brilhante ou matizado de amarelo encimado por um papilho peludo.

Segundo a lenda, as manchas brancas foram criadas por gotas de leite que caíram do peito de Nossa Senhora quando ela amamentou o menina durante a fuga a Herodes.

Usos medicinais e princípios activos:

Rico em óleo essencial, silimarina, tiramina, histamina e princípio amargo, é colagogo, colerético, diurético, hipertensor e tónico.

Protector e regenerador do fígado é indicado em casos de hepatite, intoxicações e cirrose hepática.

Ao promover a secreção de bílis é útil em casos de má digestão.

É preventivo do cancro do fígado, cólon, pele e próstata, ajudando, também, a reduzir os efeitos secundários da quimioterapia.

É, ainda, estimulante da lactação.

Usos culinários:

As folhas do Cardo-mariano podem ser consumidas em saladas, pickles ou cozidas como substituto do Espinafre.

Os rebentos jovens e a raiz podem ser consumidos cozidos.

A flor usa-se do mesmo modo que a Alcachofra.

O Dente-de-leão é uma planta nativa da Europa que se encontra em caminhos, pastos, prados e jardins.

Em Portugal existe por todo o país.

Dente-de-leão
Ilustração de Walter Otto Müller.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Taraxacum

O Dente-de-leão (Taraxacum officinale F. H. Wigg.), também conhecido por Taráxaco, Quartilho ou O-teu-pai-é-careca, é uma planta vivaz com 5 a 50cm de altura. As folhas são glabras, compridas e roncinadas, dispostas em roseta basilar densa.

As flores são amarelas e liguladas, formando grandes capítulos na ponta de um pedúnculo radical liso e oco. O fruto é um aquénio cinzento-azulado ovóide e espinhoso na parte superior.

O rizoma é castanho-escuro, espesso, aprumado e esbranquiçado no corte.

Melífera, é muito apreciada pelas abelhas.

O seu nome comum vem do formato dentado das suas folhas.

As crianças usam o Dente-de-leão para fazer um jogo em que perguntam a outra “O teu pai é careca?”, soprando em seguida os frutos, que, voando, deixam a base semelhante a uma cabeça careca, respondendo assim à pergunta.

O seu látex tem algum interesse no fabrico da borracha.

Usos medicinais e princípios activos:

Rico em Clorofila, alcalóide, óleo essencial, inulina, tanino, glúcidos, sais mineirais e vitaminas, é um tónico hepático, diurético, depurativo e estomáquico.

Estimulante do fígado e da vesícula, utiliza-se na icterícia e nas digestões difíceis. Não deve, no entanto, ser utilizado em casos de cálculos biliares.

É, também, um poderoso diurético, sendo aconselhado em caso de retenção de líquidos, pedras nos rins, e como coadjuvante para o tratamento da obesidade.

É ainda útil nos casos de diabetes e colesterol elevado.

Usos culinários:

As folhas do Dente-de-Leão são utilizadas em sopas e saladas primaveris.

As flores podem ser usadas em saladas, refogadas ou em compota.

A raiz torrada e moída é um sucedâneo do café.

A Alfazema é um planta nativa da Europa Mediterrânica que habita em solos áridos e calcários, expostos ao sol.

Em Portugal é espontânea no Centro e Sul do país e cultivada em jardins e hortas um pouco por todo o lado.

Alfazema
Ilustração por Walter Müller.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Lamiales
Família: Lamiaceae
Género: Lavandula

A Alfazema (Lavandula angustifolia Mill.*), ou Lavanda, é um subarbusto frondoso com ramos nus e erectos. As folhas são verde-acinzentadas, estreitas e lanceoladas.

As flores são de cor azul-violácea em espiga terminal. O fruto é um aquénio com uma semente preta e lisa.

O seu aroma é repelente de insectos, sendo comum o uso da alfazema para afastar as traças da roupa.

Melífera, é muito apreciada pelas abelhas.

Utilizada em perfumaria e cosmética, o seu nome “Lavandula” tem a mesma raiz que “lavandaria”, referindo-se ao seu uso em lavagens e banhos.

De notar que os nomes comuns Alfazema e Lavanda são também usados para referir outras espécies do género Lavandula.

Usos medicinais e princípios activos:

Rica em óleo essencial, princípios amargos e cumarina, é calmante, anti-séptica e cicatrizante.

Muito utilizada par baixar os níveis de stress e ansiedade.

É, também, usada para problemas respiratórios, para facilitar a digestão e para aliviar dores de cabeça.

Tal como o Alecrim, é estimulante do raciocínio e memória.

Externamente é utilizada como regeneradora da pele.

Usos culinários:

Utilizada em sobremesas, bolachas e bebidas.

Pode substituir o Alecrim em guisados e recheios.

É, ainda, um dos ingredientes de algumas versões da mistura de Ervas da Provença.

*Também pode aparecer como Lavandula officinalis Chaix.

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A Erva-príncipe é uma planta perene tropical, nativa da Índia, Ceilão e Malásia.

Em Portugal encontra-se apenas cultivado.

Erva-príncipe
Fotografia por Hakcipta Yosri.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Poales
Família: Poaceae
Género: Cymbopogon

A Erva-príncipe (Cymbopogon citratus (DC.) Stapf), também conhecido como Chá-príncipe, Capim-limão ou Chá-de-capim, é uma herbácea de folhas muito aromáticas, longas, ásperas de cor verde clara, em matas densas.

As flores formam rácimos de 30 a 60cm de comprimento.

Originalmente trazido para Portugal dos antigos territórios ultramarinos, é uma planta muito apreciada ainda hoje.

O seu óleo essencial (comercializado como Lemongrass é um excelente repelente de insectos, especialmente mosquitos.

Apesar disso, é muito apreciado pelas abelhas e usado pelos apicultores para capturar enxames.

Usos medicinais e princípios activos:

Rica em óleo essencial contendo citronela e limoneno, é digestiva, calmante, sudorífica, febrífuga, antifúngica e bactericida.

Muito utilizada para aliviar a má disposição e a azia, é, também, coadjuvante no tratamento de aftas, gengivites e candidíase.

É, ainda, usada para melhorar o sono e para baixar a febre.

Segundo estudos recentes, o óleo essencial da Erva-príncipe pode ser usado para combater as infecções pela bactéria Helicobacter pylori.

Usos culinários:

Utilizada na cozinha das Filipinas e Indonésia, como tempero do leitão e do frango de churrasco.

É, ainda, usada para fazer infusões refrescantes que podem acompanhar as refeições.

O Tomilho é uma planta perene, nativa do Mediterrâneo, que habita em colinas áridas.

Em Portugal é subespontâneo e cultivado um pouco por todo o país.

Tomilho
Ilustração por Walter Müller.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Lamiales
Família: Lamiaceae
Género: Thymus

O Tomilho (Thymus vulgaris L.) é um subarbusto com 10 a 30cm de altura de caule lenhoso e tortuoso, com ramos erectos e compactos. As folhas pequenas e lanceoladas, esbranquiçadas na página inferior.

As flores são brancas ou rosadas, pequenas, dispostas em espiga na axila das folhas maiores. O fruto é um tetraquénio castanho.

Usos medicinais e princípios activos:

Rico em óleo essencial, hidrocarbonetos, flavonóides, tanino e saponósido, é antibiótico, anti-espasmódico, anti-séptico, aperitivo, carminativo, diurético, anti-fúngico, vermífugo e tónico.

Grande aliado das vias respiratórias é utilizado em tosses, bronquites, sinusite e asma.

É, também, útil para a digestão e mau hálito.

Por ser antibiótico é auxiliar em infecções bacterianas.

Usos culinários:

Muito usado na cozinha mediterrânica, é utilizado em pratos salgados de aves, porco e peixe.

É, ainda, usado em recheios, legumes, guisados e estufados.

O Orégão é uma planta vivaz, nativa do Mediterrâneo, que habita em solos pedregosos e prados solarengos.

Em Portugal encontra-se nas regiões montanhosas e cultivado um pouco por todo o país.

Orégão
Ilustração de Johann Georg Sturm (Colorida por Jacob Sturm).

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Lamiales
Família: Lamiaceae
Género: Origanum

O Orégão (Origanum vulgare L.) é uma planta com 30 a 80cm de altura de caule erecto com 4 ângulos, ramoso na parte superior. As folhas são ovais e pontiagudas.

As flores são brancas ou rosadas, numerosas, dispostas em panículas terminais densas, com brácteas de cor púrpura. O fruto é um tetraquénio com cada uma das partes ovóide.

O nome Orégão significa esplendor da montanha.

Usos medicinais e princípios activos:

Rico em óleo essencial, tanino, resina e goma, é analgésico, anti-espasmódico, anti-séptico, emenagogo, estomáquico, expectorante, parasiticida e tónico.

Utilizado para o tratamento e prevenção da gripe, é também eficaz no tratamento de gastroentrites, infecções urinárias e pneumonias.

É, também, útil para os diabéticos, como regulador da glicose no sangue.

Tradicionalmente é, ainda, usado para o estômago e a menstruação.

Usos culinários:

Ingrediente por excelência da cozinha mediterrânica, é utilizado em pizzas, massas e pratos com tomate, sendo o seu sabor característico da cozinha italiana.

É, também, utilizado em caldeiradas, saladas, pratos de carne e de peixe.

Em Portugal é indispensável na preparação dos caracóis, sendo muito utilizado no Sul do país.