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A Madressilva, com o seu perfume delicado, é uma planta que pode viver até 40 anos.

Encontra-se no nosso país em sebes e nas orlas dos bosques.

Madressilva
Ilustração de Johann Georg Sturm (Colorida por Jacob Sturm).

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Dipsacales
Família: Caprifoliaceae
Género: Lonicera

A Madressilva (Lonicera periclymenum L.) ou Madressilva-das-boticas é uma planta trepadeira vivaz com 1 a 5 metros de altura podendo, nalguns casos, chegar aos 10 metros. As folhas são elípticas e lanceoladas. A inflorescência, em forma de trombeta, é composta por flores hermafroditas amareladas. Os frutos são bagas roxas, muito tóxicas. Ler artigo completo

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O Milefólio recebe o nome das suas folhas com múltiplos recortes, a fazer lembrar milhares de folhas diminutas.

Encontra-se no Norte e Centro do nosso país em prados, nas bermas dos caminhos e junto às vias férreas.

Milefólio
Ilustração por Franz Eugen Köhler.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Achillea

O Milefólio (Achillea millefolium L.) ou Mil-folhas é uma planta vivaz com 30 a 70 cm de altura, de caules erectos duros e folhosos. As suas folhas têm até 15cm de comprimento sendo a sua principal característica a divisão em múltiplos segmentos que, por sua vez, se dividem um multíplos sub-segmentos, dando-lhes a aparência de múltiplas pequenas folhas. As flores, diminutas, juntam-se em densos corimbos com 5 lígulas, dando o aspecto de uma única flor. Os frutos são aquénios esbranquiçados. Ler artigo completo

Segundo uma antiga lenda, a Sanamunda é capaz de enfeitiçar o seu possuidor. No entanto, as suas propriedades levaram Santa Hildegarda a chamar-lhe Benedicta ou Erva-benta.

Fácil de reconhecer, encontramo-la durante o Verão nas bermas dos caminhos, nas orlas dos bosques e em zonas sombrias e húmidas.

Sanamunda
Ilustração por Christiaan Sepp.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Rosales
Família: Rosaceae
Género: Geum

A Sanamunda (Geum urbanum L.), Erva-benta, Cariofilada, ou Cravoila é uma planta vivaz com 20 a 60 cm de altura, de caules erectos e ramificados. As folhas são tripartidas com 5 a 7 folíolos. As flores são amarelas com cinco pétalas ovais e sépalas estreitas e pontiagudas. Os frutos são aquénios vilosos, encimados por um estilete recurvado. Ler artigo completo

A Celidónia é uma planta existente um pouco por todo o país em muros, sebes, caminhos e locais sombrios.

Celidónia
Ilustração por Franz Eugen Köhler.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Ranunculales
Família: Papaveraceae
Género: Chelidonium

A Celidónia (Chelidonium majus L.), Quelidónia ou Erva-das-verrugas, é uma planta herbácea vivaz com até 1 metro de altura. De caule ramoso cilíndrico, viloso e frágil, folhas a fazer lembrar as dos carvalhos e flores amarela de 4 pétalas, a sua característica mais conhecida é o seu látex amarelo-alaranjado. Ler artigo completo

O Verbasco encontra-se um pouco por todo o continente português, embora não seja uma das plantas espontâneas mais frequentes.

Com a sua forma a fazer lembrar um círio, os seus caules são um excelente material para a confecção de tochas e as suas folhas podem ser usadas no fabrico de pavios.

Verbasco
Ilustração por Jan Kops.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Lamiales
Família: Scrophulariaceae
Género: Verbascum

O Verbasco (Verbascum thapsus L.) ou Barbasco é uma planta herbácea, bienal, com um caule erecto ramificado. As folhas são ovais lanceoladas com até 50cm dispostas em roseta basal no primeiro ano. No segundo ano cresce o seu caule característico com 1 a 2 metros de atura e que termina num racemo denso de flores amarelas-claras. Ler artigo completo

O Amieiro é a árvore ripícola mais frequente em Portugal.

Com a sua madeira leve e resistente à agua, é a escolha de alguns construtores de guitarras para a construção dos seus instrumentos. É ainda usada no fabrico de tamancos.

Amieiro
Ilustração por Amédée Masclef.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fagales
Família: Betulaceae
Género: Alnus

O Amieiro (Alnus glutinosa (L.) J. Gaertn.) é uma árvore média com até 30 metros de altura. O seu tronco é cinzento (esverdeado enquanto jovem) e as suas folhas, caducas, são verdes e arredondadas, de borde dentado. Ler artigo completo

O nome Fel-da-terra remete-nos logo para o seu sabor amargo.
Conhecida pelo menos desde a Grécia Antiga, esta planta é frequente em Portugal em matos, bosques, pastagens, taludes e outeiros secos.

Fel-da-terra
Ilustração de Johann Georg Sturm (Colorida por Jacob Sturm).

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Ordem: Gentianales
Família: Gentianaceae
Género: Centaurium

O Fel-da-terra (Centaurium erythraea Rafn.), também conhecido como Centáurea-menor, é uma planta herbácea bienal, com até 50cm de altura. De caule quadrangular, as suas folhas dispõem-se numa roseta basal, sendo as caulinares opostas. Ler artigo completo

Com a chegada da Primavera, os passeios no campo são uma excelente oportunidade para conhecer melhor as plantas aromáticas e medicinais e até colher algumas.

No entanto, para se poder desfrutar em segurança das propriedades destas nossas amigas, são necessários alguns cuidados na sua colheita e utilização.

Cesto com plantas

Cuidados a ter na colheita:

Há alguns cuidados básicos a ter na colheita de plantas aromáticas e medicinais:

  • Ter a absoluta certeza de que espécie se está a colher. Existem plantas que são muito parecidas, mas que são perigosas. Um exemplo clássico é a cicuta, planta muito perigosa, que é facilmente confundida com a Salsa ou com o Aipo. Na dúvida comprar a planta que se pretende usar.
  • Usar luvas sempre que necessário. Existem plantas com espinhos ou que provocam irritação na pele. Umas luvas de jardinagem são fáceis de levar e ajudam a proteger as mãos.
  • Evitar colher plantas à beira de estradas movimentadas. O tráfego automóvel provoca a deposição de metais pesados e outras substâncias tóxicas nas folhas das plantas. Além disso, uma pequena caminhada na natureza é mais saudável.
  • Não colher mais que o estritamente necessário. A colheita de grandes quantidades pode pôr em causa a sobrevivência da planta, ou mesmo da espécie. Isto é ainda mais importante em plantas em que se utiliza a raiz, como a Gilbardeira.
  • Respeitar a lei. Não se deve colher plantas em locais onde é proibido, como parques, áreas protegidas ou propriedades privadas. Do mesmo modo, nunca se deverão colher espécies protegidas. Nestes casos deve optar-se pela compra ou pelo cultivo.
  • Usar o bom senso. Parece óbvio, mas durante uma actividade divertida como a colheita de plantas é fácil esquecer as regras elementares de segurança.  Assim, deve ter-se sempre atenção ao ambiente em redor, evitar zonas perigosas como declives ou margens de cursos de água e ter atenção à presença de animais que podem tornar-se hostis. Uma boa companhia também é importante, não só pela diversão, mas também pela maior facilidade de socorro em caso de acidente.

Cuidados a ter na utilização:

Tal como na colheita, também na utilização se devem ter alguns cuidados:

  • Ter a absoluta certeza de que espécie se está a utilizar. Há plantas diferentes com o mesmo nome comum. Para evitar confusões, sempre que possível deve-se confirmar a espécie recorrendo ao nome científico.
  • Usar luvas sempre que necessário. Pelos mesmos motivos que na colheita, a utilização de luvas de protecção no manuseamento das plantas poderá ser necessária.
  • Respeitar a dose. Paracelso disse que a diferença entre o remédio e o veneno está na dose. Plantas benéficas em pequenas quantidades podem causar complicações em doses maiores.
  • Armazenar correctamente as plantas e preparados. As plantas que se destinam a infusões devem ser correctamente secas e guardadas em local seco, para evitar a presença de fungos. Os preparados devem sempre ser consumidos num prazo adequados.
  • Usar o bom senso. Sempre que alguma coisa pareça estar mal, então é porque está. Se o sabor, aroma ou aspecto não parecerem os melhores é preferível deitar fora e começar de novo (ou comprar de novo). Se houver alguma reacção indesejada, como vómitos ou alergias, parar imediatamente com a utilização da planta ou preparado.

Seguindo estes conselhos, a utilização das Plantas Aromáticas e Medicinais é mais segura e agradável. Ler artigo completo

Toda a gente a conhece e até Carlos Magno ordenava o cultivo da Salsa nos seus campos.

Em Portugal, quase todas as hortas têm um canteiro desta planta nativa da Europa Mediterrânica. Pode também encontrar-se espontânea e sub-espontânea.

Salsa
Ilustração por Franz Eugen Köhler.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Apiales
Família: Apiaceae
Género: Petroselinum

A Salsa (Petroselinum crispum Mill.) é uma planta herbácea bienal que cresce até 25cm no primeiro ano e desenvolve um talo de flor com até 75cm de altura no segundo. Ler artigo completo

Cultivado um pouco por todo o lado, o Espargo é bem conhecido pelos seus usos culinários.

Já o imperador romano Otávio Augusto apreciava Espargos e, em Portugal, a sua importância chegou a ser tal que deu o nome a uma localidade no concelho de Santa Maria da Feira.

Espargo
Ilustração pelo Prof. Dr. Otto Wilhelm Thomé.

Ficha Botânica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Asparagales
Família: Asparagaceae
Género: Asparagus

O Espargo (Asparagus officinalis L.) é uma planta herbácea perene que cresce até 1,5m. Os caules são erectos e muito ramificados. As “folhas” são, na realidade, cladodos que surgem na axila das verdadeiras folhas, redizidas a pequenas escamas. As flores, em forma de campainha, são verdes-esbranquiçadas, com cerca de 5mm. Os frutos, tóxicos para os humanos, são pequenas bagas vermelhas. Ler artigo completo